Desvios da coluna atrapalham resultado das cirurgias plásticas

Postado por Marcos Grillo em 01/jul/2013 - Sem Comentários

Os desvios posturais da coluna tóraco dorsal, muito comuns na população, atrapalham o resultado estético das cirurgias plásticas do tronco (mastoplastias, abdominoplastias e lipoaspiração)

A escoliose, que é o desvio lateral da coluna torácica ou lombar, desnivela a altura dos ombros e da bacia. Quando existe um grau mais acentuado de escoliose torácica, as mamas apresentam-se em alturas diferentes, podendo assim permanecer após uma mastoplastia, seja redutora ou de aumento. Quando existe a escoliose da coluna lombar, as espinhas ilíacas ântero superiores também estão desniveladas podendo alterar o alinhamento da cicatriz umbilical e mesmo da cicatriz da abdominoplastia. O mesmo se observa quando se realiza lipoaspiração da cintura e flancos nestes pacientes com escoliose da coluna lombar.

A lordose ou desvio anterior da coluna lombar, empurra os órgãos intra-abdominais para frente, projetando o abdômen. Isto pode ser um problema nas abdominoplastias pois, mesmo realizando-se a sutura dos músculos reto abdominais, ainda existirá a força de projeção da coluna sobre as vísceras.
Portanto, os desvios da coluna tóraco lombar sempre devem ser muito bem avaliados previamente a uma cirurgia plástica.

Orelhas em abano

Postado por Marcos Grillo em 06/jun/2013 - Sem Comentários

A orelha em abano é uma deformidade congênita benigna cujas características são aumento do ângulo céfalo-conchal (entre o crânio e a parte posterior da orelha), apagamento da anti-hélix (dobra da cartilagem) e , algumas vezes, hipertrofia da escafa (parte da cartilagem com formato de cuba).

A cirurgia para correção denomina-se otoplastia e está indicada a partir dos sete anos de idade. Pais ansiosos devem aguardar a criança atingir esta idade mínima e a própria criança reclamar da deformidade.

A cirurgia é rápida, sob anestesia local e sedação, com cicatriz retro-auricular (atrás da orelha). Existem diferentes técnicas porém todas trabalham reconstruindo a anatomia da orelha. A internação é de algumas horas.

A recuperação é rápida, necessitando afastamento das atividades escolares por cinco a sete dias e utilização de faixa por uma a duas semanas.