Lipoaspiração

Postado por Marcos Grillo em 01/ago/2013 - Sem Comentários

A ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) aponta os dados da cirurgia plástica no país, em 2011. O resultado mostra que a lipoaspiração, com 211208 cirurgias, desbancou a ex-campeã mastoplastia de aumento que, com 148962, passou a ocupar o segundo lugar no ranking das cirurgias mais realizadas no Brasil.

A lipoaspiração já tinha ocupado o posto de campeã em 2004, caiu em 2007 e voltou a liderar em 2011. Em quatro anos, o número de cirurgias plásticas no Brasil quase dobrou: passou de 629287 para 905124, em 2011 – um aumento de 43,9%. Desde 2007, as lipoaspirações apresentaram crescimento de 130%, com 91800 procedimentos realizados na época, contra 211108 realizados no ano de 2011. No mesmo período, foram 158962 cirurgias de aumento de mama (crescimento de 54,5%). As cirurgias de mamaplastia/mastopexia (redução mamária e levantamento das mamas)ocupam o terceiro lugar no ranking, com 131377 procedimentos realizados.

Claudio Salum, presidente da SBCP, regional de Minas Gerais, justifica números tão expressivos como: “O país está crescendo economicamente. Somos hoje a sétima potência econômica mundial e um maior número de pessoas está tendo acesso a cirurgia plástica. Outro fator é o interesse cada vez maior do público masculino pela especialidade”. A pesquisa também mostra que o Brasil se mantém na vice liderança do ranking mundial das cirurgias plásticas. Somente perde para os Estados Unidos, que realizou 1,1 milhão de procedimentos em 2011.

A China, com 415140 cirurgias, vem logo atrás. Número de procedimentos realizados em 2011: 1.Estados Unidos: 1094146 2. Brasil: 905124 3. China: 415140 4. Japão: 372773 5. Itália: 316470 Brasil- Cirurgias realizadas em 2011: 1.Lipoaspiração: 211108 (23,32%) 2.Mastoplastia de aumento: 148962 (16,45%) 3.Mamaplastia/pexia: 131377 (14,51%) 4.Abdominoplastia: 95004 (10,49%) 5.Blefaroplastia: 90281 (9,97%) 6.Rinoplastia: 43809 (4,84%) 7.Ritidoplastia: 38484 (4,25%) 8.Gluteoplastia com prótese: 2145 (2,37%) 9.Queiloplastia: 23311 (2,57%) 10.Ginecomastia: 22960 (2,53%) 11.Lifting de coxas: 12711 (1,40%) 12.Lifting frontal: 11404 (1,25% 13.Otoplastia: 28788 (1,18%) 14.Ninfoplastia: 9043 (0,99%) 15.Lifting de braços: 8541 (0,94%) 16.Mentoplastia: 5979 (0,66%) 17.Gluteoplastia/lifting: 1909 (0,21%) Fonte: Plástica em Minas; Ano XIX, número 86, jan/fev 2013

Abdominoplastia após a cirurgia bariátrica

Postado por Marcos Grillo em 20/mar/2013 - Sem Comentários

As cirurgias bariátricas estão cada vez mais populares devido ao aumento da obesidade e suas consequências a saúde. Ontem, o ministério da saúde divulgou dados alarmantes sobre o problema da obesidade em nosso país. 28% da população brasileira sofre da obesidade. Ultrapassamos os Estados Unidos da América onde 25% da população sofre deste mal.

A abdominoplastia é uma das várias cirurgias que têm indicação após o emagrecimento exagerado consequente da cirurgia bariátrica. Nestes pacientes, a abdominoplastia pode ser a tradicional com a cicatriz apenas horizontal no abdômen inferior nos casos onde o excesso de tecido é apenas na região infra-umbilical.

Quando existe excesso também no sentido longitudinal (vertical) a cirurgia indicada é a abdominoplastia em âncora. Existe também a abdominoplastia circunferencial quando se associa a mesma cirurgia a retirada do excesso de tecido da porção inferior do dorso, como se fosse um cinto largo, também denominada de “belt lipectomy”.

Em alguns casos pós bariátricos existem as hérnias incisionais que são consequentes a fraqueza da parede abdominal no local onde foi realizada a incisão para a abertura da cavidade abdominal. Portanto, então associa-se a herniorrafia, que é a correção da hérnia, muitas vezes sendo necessário a interposição de uma tela de material sintético denominado marlex.